quinta-feira, 24 de julho de 2008

Os adjetivos que sobram no Esporte Clube Taubaté

Quando a coerência é jogada pela janela, se perde o respeito. E quando o absurdo entra no lugar do bom senso, é porque algo está errado. Por isso, os diretores do Esporte Clube Taubaté mostram mais uma vez que estão no lugar errado.

Na situação caótica e calamitosa que passa o Esporte Clube Taubaté, ser cartola do clube é ter coerência, bom senso, entre outros adjetivos. Ser diretor do Burro da Central, no auge dos 93 anos, quase 94 anos, é ser responsável pelo (pouco) patrimônio que o clube dispõe, é ter a mínima estrutura para que os projetos funcionem, é organizar a casa para que o futuro seja melhor.

É por causa disso que é inadmissível as últimas atitudes tomadas pela cartolada taubateana. Proibir que jogadores com empresários entrem em campo, a duas semanas do início do campeonato paulista de juniores, é jogar todo o trabalho de uma comissão técnico no limbo. O pior de tudo isso é tomar uma atitude as vésperas de uma competição, sendo que o gabinete presidencial sabia da situação destes atletas. Ou seja, uma atitude que desmontou todo um árduo trabalho realizado por Kiko e Reinaldo Xavier.

Outra atitude impressionante é a atual diretoria Alvi Azul ter permitido que carros fossem expostos no gramado do estádio Joaquim de Morais Filho num feirão de automóveis. Em troca disso, o Taubaté ganhou dinheiro e também buracos, trincheiras e sujeiras num gramado que vinha sendo cuidado no limite do suportável por funcionários que não recebem salários a três meses e que não tem estrutura digna de realizarem o trabalho satisfatoriamente.

Pior ainda é que a equipe sub-20 do Taubaté vai jogar o Campeonato Paulista num gramado em condições piores que campos do futebol amador da cidade. E o mais vexatório é o Joaquinzão ser oferecido nesta situação ao Guaratinguetá, um clube profissional que está disputando o Campeonato Brasileiro da Série C, e que presa pela organização e planejamento e que leva a competição a sério.

Ou seja, a seriedade necessária para fazer com que a única razão de ser do Taubaté funcione não existe. Por isso, somente uma atitude pode fazer com que a incoerência e a irracionalidade acabem pelos lados do Joaquinzão: a renuncia coletiva de toda a diretoria do Esporte Clube Taubaté.