segunda-feira, 28 de abril de 2008

Vergonha

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Categorias de base e futuro

A diretoria do Taubaté determinou a suspensão dos trabalhos nas categorias de base. As equipes infantil, juvenil e júnior do Alvi Azul não estão mais em atividade. Com isso, o clube não disputará os campeonatos estaduais sub-15 e sub-17.

Por um lado, é lamentável o término dos trabalhos nestas categorias. Após muito tempo sem realizar trabalhos com garotos, colaboradores iniciaram um projeto de montar esquipes com atletas de 15 e 17 anos. Começou em 2006, quando a Meca Sports terceirizava o clube. O trabalho continou com a diretoria executiva reassumindo o controle do departamento de futebol profissional.

Nestes três anos, é inegável que esse trabalho trouxe frutos para o Taubaté. Tanto que alguns jogadores revelados nas equipes de baixo fazem parte do time profissional que disputa a Série A-3, como o meia Luiz Guilherme, o zagueiro Patrik e o atacante Marcinho. O atacante Paulinho, que disputou o Paulista Sub-20 do ano passado pelo Burro da Central, está no time do XV de Piracicaba e integrou as categorias de base.

Estes exemplos são fortes o suficiente para que as categorias de base continuassem em atividade no estádio Joaquim de Morais Filho. Pode-se até aceitar o argumento da diretoria de que a falta de garantias financeiras por parte dos diretores do departamento de futebol amador foi fundamental para a suspensão destes trabalhos.

Porém, é importante frisar que a venda de alguns jogadores dessas mesmas equipes é dinheiro certo no caixa do clube e custearia as despesas com estrutura e jogadores. Para isso, é preciso que os contratos com procuradores e empresários sejam vantajosos para o Taubaté dentro de limites interessantes. E estes pontos poderiam ser negociados com os administradores das categorias de base.

Além do retorno financeiro, a continuidade das categorias de base do Taubaté será fundamental para dar o suporte necessário para o trabalho a ser realizado, caso o time profissional seja rebaixado para a Série B do Campeonato Paulista. Como a competição determina a utilização de jogadores até 23 anos, a atividade de equipes sub-17 e sub-20 se torna fundamental neste contexto.

E começar o trabalho do zero em qualquer categoria exige esforços muito grandes para que os resultados positivos sejam colhidos. Vide a atual situação que o Taubaté passa na Terceira Divisão do futebol paulista, precisando de duas vitórias para que se evitar um rebaixamento histórico para a quarta divisão.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

09/04/2008 - Dia da Batalha!

Hoje é o dia D. Campo de batalha: Joaquim de Morais Filho. Inimigo: XV de Piracicaba. Meta: Conquistar os três pontos. Comandante: Ricardo Moraes.

Soldados: 18 jogadores (sem contar os torcedores que querem ir para a guerra).

Na Guerra Paulista da Série A-3, não há fracos. E nem bobos. Os mais fortes sempre vão superar seus adversários. Os mais preparados terão mais chances de chegar a vitória. E para isso é necessário ter uma tropa bem equipada, preparada e motivada.

E na 19ª melhor tropa (ou 2º pior grupo) desta guerra, os soldados não estão totalmente preparados.

Nem todos estão bem equipados. E a motivação não existia até dois dias atrás.

Nesta 15ª batalha, é necessário ser astuto. Inteligente. Não abusar da sorte. Aliás, sorte não combina com soldados despreprados. Sorte é competência aliada a oportunidade. E soldados têm que ter habilidades suficientes para surpreender o inimigo e contar com essa dita sorte.

O inimigo também está preparado. Defende uma bandeira tradicional, que já saiu vencedor de várias guerras. A história pesa a favor do oponente. É um time forte, mas que tem brechas que podem ser exploradas.

Nesta luta pela sobrevivência, é fundamental ter garra, raça, vontade. Superar as dificuldades materiais e técnicas com muita atitude, postura, ação. Não ficarem escondidos na trincheira do medo e da passividade para irem a luta e encararem o adversário de igual para igual.

É nessa quarta-feira que os 18 soldados terão que mostrar que valem muito no esquadrão Alvi Azul. É a hora dos jogadores mostrarem que são meninos e quem são homens. E para serem homens, é preciso coragem.

Coragem para fazerem diferente. Coragem para conquistarem o objetivo.

Se vencerem uma batalha, poderão ter a moral necessária junto a torcida. E mostrarem que é preciso muito mais para vencerem cada batalha nessa Grande Guerra Mundial chamada futebol.

A batalha está marcada: 20h desta quarta-feira, no desnivelado campo de batalha do Joaquinzão.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

07-07-1996

O ano era 1996. Mês de julho. Antepenúltima rodada. O Campeonato era o Paulista da Série A-3. O estádio era o Joaquim de Morais Filho. O adversário era o União Barbarense. A situação do Taubaté era de desespero. A zona de rebaixamento era a posição que o Alvi Azul estava na tabela. E somente a vitória, três pontos na tabela que interessavam naquele dia 7. A partida caminhava para um empate em 1 a 1.

Porém, um garoto revelado nas categorias de base do Burro da Central mudaria esta situação. Por volta dos 40 minutos da etapa final, o Alvi Azul foi ao ataque. O atacante entrou na área, buscou a melhor posição e fez o gol. Festa. Alegria. Emoção das testemunhas taubateanas naquele gigante de concreto armado. O resultado positivo foi conquistado e o rebaixamento foi evitado naquela partida.

Doze anos depois, este jogador, agora veterano, faz parte do elenco do Taubaté. E está numa situação idêntica àquela de 1996. Mas ele sabe como é sofrer os apuros de sair da zona de rebaixamento. E que postura e atitude são fundamentais para que o pior não aconteça. E sabe que oportunidades não podem ser desperdiçadas.

E que os outros jogadores ajam com garra e disposição. Não somente para os torcedores, mas principalmente por eles mesmos. Que mostrem que são atletas de postura e atitude, e que merecem muito mais do que serem rebaixados. E que aquela tarde do dia sete de julho de 1996 sirva de inspiração para todos, e principalmente para aquele que salvou o Taubaté do pior. Que o atacante Éber faça o que mais sabe fazer: gols.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Precisamos só de um técnico de peso?

Novo técnico, Ricardo Moraes. Foi dito pela diretoria que seria um nome de peso e impacto, mas convenhamos, será que um nome de peso faria tanta diferença assim?? O que realmente o Taubaté precisa??

O próprio Ricardo chegou determinando que uma premiação para os atletas é fundamental. Lembram quando Toninho Cobra chegou ?? Pediu concentração em hotel para os jogadores, alteração no cardápio, melhor estrutura etc etc

Viram a semelhança entre os dois ? Ambos pediram melhoria na estrutura do clube; melhor administração, premiação por resultados, profissionalismo. Precisou vir alguém de fora para falar como se administra um time de futebol.

Basta ver quem está no topo da tabela da série A3. São os times que desde 2007 estão jogando junto, disputando a Copa FPF e com um respaldo administrativo invejável, (falando em inveja, veja a situação do Guará) salários em dia, categoria de base estruturada, departamento médico completo, premiações, respaldo extra-campo aos jogadores (moradia descente, alimentação, viagem aos familiares).

Por curiosidade, procurei no dicionário Houaiss o significado da palavra EQUIPE, veja o que encontrei:

- Grupo de duas ou mais pessoas que, formando um conjunto SOLIDÁRIO, participam de uma competição esportiva.

Bom, é isso aí. Nós torcedores continuamos apoiando, sabemos da capacidade de boa parte dos jogadores que têm se dedicado e individualmente feito boas atuações, mas falta a EQUIPE.



quarta-feira, 2 de abril de 2008

Não basta ter treinador. Tem que ter vontade...

A demora na contratação de novo treinador para o Taubaté preocupa qualquer torcedor do clube. Há seis rodadas do término da fase de classificação, o Burro da Central continua na zona de rebaixamento numa situação desesperadora e que requer atitudes imediatas para que o time saia desta situação.

Até o momento de postar este texto, a diretoria não anunciou o nome do novo treinador. A promessa é que o futuro comandante do navio Alvi Azul é um profissional de renome e prestigio no futebol do interior. Se o nome a ser anunciado tiver todas as qualidades que se aguarda e se espera, pode-se ter um fio de esperança para o destino taubateano.

Mas que o técnico tenha atenções ao aspecto técnico e tático dos jogadores, mas principalmente ao lado emocional. Pelo relato dos profissionais de imprensa que acompanharam o último jogo do Taubaté na Série A-3, a apatia e falta de vontade dos atletas era nitido. E nesta altura do campeonato, é inadmissível jogadores terem este tipo de comportamento.

Por isso, o novo treinador terá muito trabalho pela frente e em pouco espaço de tempo. Para isto, terá que encontrar meios de fazer com que os 25 jogadores do elenco comam a grama e coloquem o coração na ponta da chuteira e tirem o Taubaté da lama em que se encontra. Que faça com que o torcedor confie novamente nos jogadores que vestem a tradicional camisa azul e branca e apoie o clube neste novo velho momento de dificuldade.