segunda-feira, 7 de abril de 2008

07-07-1996

O ano era 1996. Mês de julho. Antepenúltima rodada. O Campeonato era o Paulista da Série A-3. O estádio era o Joaquim de Morais Filho. O adversário era o União Barbarense. A situação do Taubaté era de desespero. A zona de rebaixamento era a posição que o Alvi Azul estava na tabela. E somente a vitória, três pontos na tabela que interessavam naquele dia 7. A partida caminhava para um empate em 1 a 1.

Porém, um garoto revelado nas categorias de base do Burro da Central mudaria esta situação. Por volta dos 40 minutos da etapa final, o Alvi Azul foi ao ataque. O atacante entrou na área, buscou a melhor posição e fez o gol. Festa. Alegria. Emoção das testemunhas taubateanas naquele gigante de concreto armado. O resultado positivo foi conquistado e o rebaixamento foi evitado naquela partida.

Doze anos depois, este jogador, agora veterano, faz parte do elenco do Taubaté. E está numa situação idêntica àquela de 1996. Mas ele sabe como é sofrer os apuros de sair da zona de rebaixamento. E que postura e atitude são fundamentais para que o pior não aconteça. E sabe que oportunidades não podem ser desperdiçadas.

E que os outros jogadores ajam com garra e disposição. Não somente para os torcedores, mas principalmente por eles mesmos. Que mostrem que são atletas de postura e atitude, e que merecem muito mais do que serem rebaixados. E que aquela tarde do dia sete de julho de 1996 sirva de inspiração para todos, e principalmente para aquele que salvou o Taubaté do pior. Que o atacante Éber faça o que mais sabe fazer: gols.

2 comentários:

Anônimo disse...

Lembro-me bem deste episódio. Já faz 12 anos e muita água já se passou por debaixo dessa ponte! O máximo que conseguimos foi pegar uma pequena carona nessa correnteza que parou na série A2, tendo como ponto de maior euforia a goleada por 4 a 2 sobre um time oriundo da cidade localizada ao sul de Caçapava numa brilhante noite de sábado em fevereiro de 2004.
Mas e aí? E o resto do tempo? Podemos considerar isso desde antes... tirando o nosso marco maior: 1979 (seguido de uma boa campanha em 1980), sempre estivemos navegando contra a correnteza, e agora nos encontramos num barco à deriva. Não é incorreto afirmar que, mesmo na época da primeira divisão, os valores agregados foram regados de vaidades pessoais que sempre impediram uma real evolução no cenário nacional, já que em meio a esta turbulenta correnteza, cada um sempre remava para um lado, o lado em que apontava seu próprio nariz.
O resultado disso pode ser acompanhado pelo número de dirigentes da federação que usaram o E.C.T. como um “trampulim” para poderem estar onde estão hoje. Quem já teve a oportunidade de visitar a F.P.F. pôde observar que o luxo em que esses ilustres senhores vivem não tem nada em comum com as ruínas deixadas por eles aqui em nossa terra natal.
Mas a torcida taubateana ainda não era boba, ou pelo menos em 1992 não foi. Naquele jogo contra o Taquaritinga onde o melhor jogador em campo se chamava Edmundo Lima Filho (da puta) todos compreenderam a revolta que foi o motivo do quebra-quebra após o jogo, porém poucos puderam entender porque uns 15 torcedores atiravam pedras numa daquelas mansões das proximidades do Joaquinzão. Nos dias atuais, se temos 15 torcedores no estádio, 14 estão cornetando. Nesta época, nosso Alvi Azul ainda movia multidões! Quem viveu não consegue se esquecer dos 15 ônibus em Limeira (1991) e dos 20 ônibus em São Caetano (1992), isso sem falar da quantidade de rojões que se ouvia pela cidade a cada gol que fazíamos nos jogos em que atuávamos como visitantes. Um pouco antes desta época, a extinta Focos Sports Jeans não conseguia atender às encomendas das camisas da também extinta Torcida Explosão e era difícil circular pela cidade sem ver “taubateanos vestidos de taubateanos”. O número de pessoas que acordavam e dormiam pensando no E.C.T. era predominante e os assuntos nas mesas de bar nunca se encerravam sem comentários esperançosos sobre o nosso querido Alvi Azul.
Após os ilustres dirigentes que hoje, sentados em espumadas poltronas atrás das mesas de vidro, dedicam mais atenção ao abastecimento de seus respectivos frigobars do que às raízes que permitiram a eles tal ascensão, tivemos a atuação de alguns sucessores. Entre estes até haviam alguns bem intencionados, porém pouco puderam fazer para reverter tal situação e não houve outra alternativa a não ser tampar o sol com a peneira: terceirização do futebol profissional.
Um pouco de esperança somada a alguns bons resultados iniciais chegou a empolgar os mais fanáticos, porém foram 10 anos de incertezas a cada início de temporada que nos tornaram plenos dependentes destes aventureiros que por aqui passaram. Teve até assassinato! E hoje, de volta ao mundo real, mal podemos observar “taubateanos vestidos de taubateanos” dentro do próprio Joaquinzão.
Mais triste do que ver cada um remando para um lado, é ver o nosso barco cada vez com menos remadores! Muitos pularam e hoje temos dentro do nosso barco mais água que remadores. É fato que boa parte desta água entrou no barco quando a F.P.F. definiu apenas três meses de campeonato para os times do interior, mas este fato colocou água em todos os barcos e não apenas no nosso. E então qual a solução? Mudar de nome? Mudar de cores? NUNCA!
Nunca podemos apagar de nossa história as conquistas de 1919, 1926, 1949, 1954, 1979 e (porque não?) 2003! Nunca podemos apagar de nossa história as belas tardes de domingo antecedidas de manhãs muito bem desfrutadas em nossa sede social. Nunca podemos apagar de nossa história os memoráveis bailes de carnaval e as intermináveis filas para o exame médico para o uso das piscinas, pois nunca podemos apagar de nossa história os mais de 20 mil taubateanos que já fizeram parte de nosso quadro social. Nunca podemos apagar de nossa história o mais importante de tudo: CAMISA 14; TORCIDA EXPLOSÃO; FORJECT; MANCHA AZUL; DRAGÕES ALVI AZUL; GUERRILHA ALVI AZUL; RAÇA AZUL e TORCIDA BURRÃO CHOPP.
É preciso dar um rumo ao nosso barco e para isso temos que remar para o mesmo lado. Como restam poucos remadores, a eliminação de peso se faz necessária. Todos nos orgulhamos muito de nosso patrimônio, mas temos consciência que não estamos conseguindo dar conta da manutenção de nosso estádio. Este não é o primeiro ano que a prefeitura cuida da adequação do Joaquinzão para que possamos mandar os jogos do campeonato, e isso graças à copa SP. É difícil admitir, mas o Joaquinzão é a cruz que temos carregado durante todo este tempo e todos os times que usam estádio da prefeitura, estão conseguindo se manter numa situação, de certo modo, estável.
Através de um contrato de uso do estádio por um longo período, pode ser estabelecido um planejamento coerente e devidamente organizado para uma nova estruturação do departamento de futebol profissional e amador, de forma a se almejar uma ascensão a médio prazo. Uma coisa é certa: o E.C.T. nunca vai deixar de ser o time de nossa cidade e se aparecer outra equipe tentando ocupar o nosso espaço, vai ter que bater de frente com os nossos 94 anos de história. Esta pode ser uma saída para que até 2014, ano de nosso centenário, possamos voltar a ter um estádio repleto de “taubateanos vestidos de taubateanos”.

Anônimo disse...

porque este sate nao fala mais sobre o esporte clube taubate voces esta sabendo que o EC TAUBATE planeja joga disputa a liga macional em 2009 e mais O Taubaté procura ajustar o seu calendário eleitoral para também aproveitar o bom relacionamento com o prefeito reeleito Roberto Peixoto (PMDB). O conselho deliberativo tem duas votações até o dia 30 de novembro.

Na última segunda-feira, o presidente do conselho deliberativo Otávio Alves Corrêa Filho e os conselheiros Antônio Roberto Paolicchi e Moacir dos Santos estiveram reunidos com Roberto Peixoto.